Febre Amarela: Rio de Janeiro solicita nova remessa de 350 mil doses de vacina


Estoque estratégico visa garantir o reabastecimento dos municípios. Somadas as 350 mil já recebidas, estado contará com total de 700 mil doses para ação de bloqueio.

 

Uma nova remessa de 350 mil doses de vacina contra febre amarela foi solicitada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25) ao Ministério da Saúde: o objetivo é manter o estado abastecido, dispondo de um estoque estratégico para distribuição aos municípios. Somadas as 350 mil doses já recebidas, e que estão sendo entregues às prefeituras desde terça-feira (24), o RJ contará com 700 mil doses a serem utilizadas para ações de bloqueio e reposição de estoques municipais.

“É importante fazer uso racional da vacina e priorizar as áreas que realmente estão próximas aos focos de risco. Na semana passada, anunciamos a campanha de vacinação de bloqueio que estamos orientando em 16 municípios das regiões que fazem divisa com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Trata-se de uma medida preventiva que estamos adotando, criando um cinturão de bloqueio para tentar evitar a entrada do vírus em nosso estado. É preciso que as pessoas compreendam que não há necessidade de vacinação em massa da nossa população, principalmente nas áreas mais urbanas e na Região Metropolitana, pois não há registro de casos da febre amarela urbana no país desde a década de 1940″, detalhou Luiz Antônio Teixeira Jr., secretário de Estado de Saúde.

Nesta quinta-feira (26), técnicos da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES estarão reunidos com secretarias municipais de Saúde dos locais onde será realizada a campanha de vacinação de bloqueio. Os municípios foram indicados com base na avaliação do cenário epidemiológico. São eles: Cantagalo, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua e Varre-Sai. Além destes, os municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Itaperuna, Sapucaia, Três Rios e Paraíba do Sul terão localidades específicas para a imunização, não sendo recomendada a vacinação de toda a população destas cidades. Para toda a região, já estão sendo disponibilizadas 250 mil doses. Outras 100 mil vêm sendo repassadas às demais cidades do Estado, como forma de reforçar o estoque.

“Estamos atuando em apoio aos municípios para fornecer todas as orientações para a ação de bloqueio recomendada pelo Estado. O público-alvo será formado pelos habitantes com idades a partir de 9 meses até os 60 anos, residentes nos municípios e localidades definidas pela secretaria para a ação. É essencial que os postos de saúde observem as contraindicações específicas para esta ação”, complementou o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe.

As recomendações referentes às contraindicações específicas para esta vacinação de bloqueio estão sendo passadas pela SES aos municípios, não devendo afetar as orientações do Ministério da Saúde para as demais regiões.

Para esta ação específica, são contraindicações: gestantes, mulheres em fase de amamentação, pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados; pessoas com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde; ou ainda pacientes com doenças que causam alterações no sistema de defesa (nascidas com a pessoa ou adquiridas), assim como terapias imunossupressoras – quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; indivíduos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes; pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain Barrè, ELA, entre outras) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina; pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo; pacientes portadores de HIV; crianças menores de seis meses de idade.

Atenção especial às crianças – Crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou tetra viral junto com a vacina contra FA. O intervalo entre as vacinas deve ser de 30 dias. Nesta campanha de bloqueio, não serão vacinadas bebês com idades abaixo de 9 meses de idade.

Imunização intensificada – A imunização da população nos municípios próximos às divisas das regiões onde há circulação do vírus da forma silvestre da febre amarela é uma precaução adotada pela SES. Não houve registro de casos autóctones (transmitidos dentro do estado) da doença nas últimas décadas no RJ, que não se configura como uma região endêmica para febre amarela. Portanto, não há recomendação para a vacinação da população em geral. A orientação é para que as pessoas que planejam viajar para áreas onde há comprovação da circulação do vírus procurem os postos de saúde para se vacinar com, pelo menos, dez dias de antecedência. A vacina está disponível durante todo o ano nos postos e unidades básicas de saúde e pode ser administrada a partir dos nove meses de idade, sendo válida por dez anos. Quem já se vacinou pela segunda vez – respeitando o intervalo de 10 anos – não deve se vacinar novamente, uma vez que a imunidade já estará garantida.

Rio de Janeiro eleva nível de vigilância – Em 18 de janeiro, a SES publicou nota técnica orientando a intensificação das vigilâncias municipais para pacientes com sintomas característicos da febre amarela. Para tornar o sistema de vigilância mais sensível, os casos suspeitos foram definidos de acordo com o cenário de risco de cada um. As orientações estão disponíveis no link: www.riocomsaude.rj.gov.br/site/conteudo/Noticia.aspx?C=5300

Notificações de casos suspeitos – Todos os municípios do estado devem intensificar a vigilância, por meio de notificação de todo evento suspeito, para que se possa fazer o diagnóstico de forma precoce e a pronta ação dos serviços de saúde pública. Para todo o estado, a principal orientação é informar casos de indivíduos residentes no RJ, com histórico de viagem nos últimos quinze dias, e que apresentem os sintomas da doença. Em municípios localizados nas divisas com os estados de MG e ES, as secretarias municipais devem informar qualquer caso de pacientes que apresentem os sintomas. Todas as orientações estão sendo remetidas às prefeituras e estão disponíveis para os gestores de saúde e demais profissionais, além da população.

O que é febre amarela? – Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus e causam a mesma doença, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda,transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

 

Fonte: Hospitais Brasil


 

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